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A nova fase do saneamento no Rio Grande do Sul: avanços recentes e os desafios até 2033

ARQUIVO DIÁRIO - EDUARDO RAMOS

Após anos marcados por déficits estruturais, o saneamento básico no Rio Grande do Sul entra em uma nova etapa. O Estado vive um período de forte expansão dos serviços, impulsionado por investimentos robustos e por um planejamento voltado à universalização até 2033, conforme estabelecido pelo Marco Legal do setor.

Na prática, isso significa acelerar obras, ampliar a cobertura e melhorar a eficiência dos sistemas existentes. O desafio é significativo e exige atuação integrada entre concessionária, municípios e órgãos reguladores.

Esse novo cenário já se reflete no volume de intervenções em andamento. Para 2026, está prevista a implantação de mais de 1.741 quilômetros de redes de esgoto, além de 155.836 novas ligações domiciliares. A expansão deve levar saneamento a cerca de 955 mil pessoas e reduzir de forma expressiva o volume de esgoto despejado sem tratamento no meio ambiente, estimado hoje em milhares de piscinas olímpicas ao ano.

O impacto vai além da infraestrutura. A execução das obras também movimenta a economia, com a geração de mais de 7,3 mil empregos diretos ao longo do cronograma previsto.

Os números ganham ainda mais relevância quando comparados ao desempenho recente. Em 2025, os investimentos chegaram perto de R$ 2 bilhões, com foco importante na ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário. Ao longo do ano, foram implantados mais de 545 quilômetros de redes e realizadas cerca de 42 mil novas ligações, beneficiando diretamente mais de 1 milhão de gaúchos.

Esse conjunto de ações integra um plano mais amplo, que busca atender às metas nacionais de saneamento. A proposta é levar água tratada a 99% da população e garantir coleta e tratamento de esgoto para 90% dos brasileiros até 2033.

Intervenções necessárias, benefícios permanentes

A ampliação da rede de saneamento em áreas urbanas consolidadas traz desafios operacionais. Obras em vias públicas, mudanças no trânsito e intervenções na rotina das cidades fazem parte desse processo. Embora causem transtornos temporários, essas ações são fundamentais para viabilizar melhorias estruturais de longo prazo.

Sem esses investimentos, os impactos são conhecidos. Há aumento de doenças relacionadas à falta de saneamento, maior pressão sobre os serviços de saúde, contaminação de recursos hídricos e prejuízos ambientais. Além disso, a ausência de infraestrutura adequada limita o desenvolvimento urbano e reduz a capacidade de atração de novos empreendimentos.

Com a conclusão das obras, os efeitos positivos se consolidam. Municípios com maior cobertura de saneamento tendem a apresentar melhores indicadores de saúde, valorização imobiliária e crescimento econômico mais consistente.

Estudos também indicam que o atual ciclo de investimentos pode gerar, em média, mais de 47 mil empregos por ano no Estado, considerando vagas diretas, indiretas e induzidas.

Engajamento coletivo é parte da solução

O avanço do saneamento não depende apenas da execução das obras. Ele está diretamente ligado à atuação conjunta de diferentes setores. Cabe ao poder público a gestão de resíduos sólidos e da drenagem urbana, enquanto a concessionária atua na ampliação e operação dos sistemas de água e esgoto.

Já a população exerce um papel decisivo ao conectar seus imóveis às redes disponíveis e utilizar corretamente a infraestrutura instalada.

Essa soma de esforços é o que permite consolidar os resultados ao longo do tempo. Mais do que cumprir metas, o avanço do saneamento representa um ganho direto em qualidade de vida, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

Com obras em andamento e metas bem definidas, o Rio Grande do Sul dá passos importantes para superar um déficit histórico e construir um novo cenário para as próximas gerações.

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